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 Bom Caráter
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    Morador do Quarto escreveu:
    Bom Caráter escreveu: China e a tecnologia 5G: a nova revolução nas telecomunicações

    Conectividade 5G promete provocar uma revolução nos modelos de negócios e nas cadeias de valor a nível internacional

    A China vem promovendo uma série de investimentos em ciência e inovação. Dentro deste escopo mais amplo, encontra-se a tecnologia de telecomunicações 5G, aspecto no qual a Ásia está despontando como líder no cenário global. Espera-se que a conectividade 5G provoque uma revolução nos modelos de negócios e nas cadeias de valor a nível internacional.

    Para que possamos dimensionar o potencial aportado pelas novas tecnologias, cabe mencionar as transformações ocorridas nas gerações anteriores da comunicação sem fio. A primeira geração permitiu a realização de ligações telefônicas sem fio. A segunda geração permitia além disto, o envio de mensagens SMS. A terceira geração permitiu o acesso à sites da internet, ainda que com pouca velocidade e dinamismo, se comparada aos padrões atuais. Já a tecnologia 4G permitiu o acesso e a transmissão de vídeos ao vivo, além de ter possibilitado o surgimento de novos modelos de negócios através do Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês), tais como o UBER e o Airbnb.

    Por sua vez, o 5G não conecta apenas smartphones, mas qualquer objeto que possua um chip. Neste ponto, podemos pensar na internet of things (IOT), ou seja, a aplicação de internet à objetos da vida cotidiana. Podemos igualmente pensar em carros inteligentes e/ou smart cities. Essencialmente, a 5G possibilitará que quase qualquer objeto da vida cotidiana colete e transmita dados, com uma velocidade estimada a ser 100 vezes superior à proporcionada pelo 4G.

    Neste sentido, fazendo uma comparação com a economia tradicional, o veículo de mídia The Economist afirma que o acesso, controle e o uso de dados são comparáveis à detenção de petróleo no que diz respeito ao seu potencial para acumulação de capital na economia digital, setor que se propaga para o futuro: “Data is the new oil” (os dados são o novo petróleo).

    O estudo prospectivo realizado pela empresa de consultoria Ernst Young estima que a China deverá possuir 40% do total global de usuários conectados ao 5G até 2025. A atual tensão comercial entre China e Estados Unidos tem como pano de fundo a disputa geopolítica pelo desenvolvimento e controle de tecnologias que vão originar a nova geração de empresas que dominarão os mercados mundiais em diversos segmentos. No cerne deste debate se encontra a capacidade da China no desenvolvimento 5G.

    No caso da tecnologia 5G, a Huawei é a empresa que está capitaneando este processo. Em dezembro de 2018, os Estados Unidos (EUA) ordenaram a prisão da diretora financeira da companhia, Meng Wanzhou, por supostas violações à propriedade intelectual. Desde então, a Austrália e a Nova Zelândia se uniram aos EUA banindo a Huawei de suas atividades nesses países.

    Ainda não existem informações suficientes para que se possa analisar conclusivamente estes casos, dado o período recente de sua ocorrência. No entanto, especialistas afirmam que é necessário levar em consideração a dimensão geopolítica envolvida no controle e produção de novas tecnologias, que está ligada às disputas com a Huawei. A empresa é especialmente qualificada para a produção da infraestrutura necessária para a expansão da nova tecnologia e os Estados Unidos têm receio de ficar dependentes de fornecedores chineses. Além disso, a China está bem posicionada para angariar as vantagens inerentes à posição.

    Se os fatos geopolíticos continuarem ditando as regras no campo do desenvolvimento 5G, existe o risco de que se produzam dois ecossistemas separados: o primeiro deles centrado nos Estados Unidos, se espraiando para os seus principais aliados transatlânticos; e outro centrado na China e se espraiando pelo espaço eurasiático, pela África e, possivelmente, pela América Latina.

    Neste cenário existe a maior probabilidade de aproximação dos países em desenvolvimento em relação à China, devido às suas vantagens de custo e à estratégia chinesa de prover financiamento para projetos de infraestrutura ao redor do mundo.



    https://jornalggn.com.br/economia/china ... ardo-kotz/
    Tanto faz, os chineses não podem usar a internet direito mesmo.

     Bom Caráter
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    Estatais chinesas sob administração central mantêm desenvolvimento de alta qualidade

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    Jinan, 5 nov (Xinhua) -- As empresas estatais administradas pelo governo central da China vêm mantendo um ritmo estável nos esforços de aprimoramento e reforma, pois a economia muda para um crescimento de alta qualidade.

    Em 2017 e 2018, as estatais sob a administração central registraram aprimoramento em qualidade e eficiência, com o lucro crescendo mais que a receita, de acordo com um relatório divulgado pelo centro de pesquisa da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais (CSAAE) do Conselho de Estado.

    A receita operacional das estatais centrais em 2018 subiu 10,1%, com um crescimento de 16,7% no lucro, informou o relatório.

    "O desenvolvimento de alta qualidade das estatais, especialmente as administradas pelo governo central, representa forte apoio para o crescimento de alta qualidade da economia chinesa", disse Li Mingxing, diretor do centro de pesquisa da CSAAE.

    Um total de 39 estatais centrais concluiu o processo de reestruturação desde o final de 2002, com a proporção de capital estatal atingindo 80,1% em setores-chave como geração e fornecimento de energia, petróleo e produtos petroquímicos, transporte, telecomunicação e carvão.

    Até o final do ano passado, havia 1,58 milhão talentos em pesquisa científica e desenvolvimento técnico das estatais administradas pelo governo central, contribuindo para 660 mil patentes válidas.

    Segundo o relatório, as estatais centrais em 2018 destinaram 500 bilhões de yuans (US$ 71 bilhões) a pesquisa e desenvolvimento.

    Foi estabelecido um sistema de gerenciamento orientado pelo mercado, observou o relatório, acrescentando que as estatais sob administração central fizeram progresso constante na reforma de propriedade mista, com participação diversificada do capital privado.

    Enfrentando um ambiente complexo e em mudança e novos desafios, as estatais centrais precisam fazer mais esforços para se proteger dos riscos potenciais de dívida e segurança, acrescentou.

    O relatório foi divulgado no Fórum de Reforma e Desenvolvimento Empresarial da China 2019, realizado na cidade de Jinan, leste do país, de 2 a 4 de novembro.

    http://portuguese.xinhuanet.com/2019-11 ... 530403.htm

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    Por que a China não terá uma crise de dívida

     Bom Caráter
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    Mike Pompeo fez críticas sem precedentes ao governo da China, dizendo que precisa ser "confrontado de frente" e que representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

    Sourabh Gupta, do Institute for China America Studies, se junta a Rick Sanchez para compartilhar sua experiência.

    Ele argumenta que os EUA estão "muito adiantados com sua retórica" sobre a China e que os ataques de Pompeo a Pequim são porque os EUA "não podem competir" com o desenvolvimento meteórico da China.

     Bom Caráter
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    Alibaba ultrapassa US$ 38 bilhões em vendas no Dia dos Solteiros na China

    ]O Dia dos Solteiros, na China, é celebrado no dia 11 de novembro e tornou-se, desde 2009, uma data especial para o e-commerce. A Alibaba, principal empresa do setor no país, promove uma série de descontos neste dia e atingiu, neste ano, a receita recorde de US$ 38 bilhões em vendas em 24 horas. Este valor compreende apenas o Tmall, sua plataforma de e-commerce local – e a soma dos ganhos da companhia será ainda maior quando forem consolidadas as vendas em seus sites internacionais, como o Aliexpress.

    O “Double 11”, como a Alibaba rebatizou o dia recentemente, foi cerca de 26% mais rentável do que no ano passado, quando as vendas bateram a marca dos US$ 30 bilhões. Veja, a seguir, algumas estatísticas impressionantes da data comemorativa que já é muito maior do que a Black Friday nos EUA.

    Dia dos Solteiros da Alibaba
    Mais de 200 mil marcas participaram da festa de descontos promovida pelo gigante do e-commerce. Entre elas, 15 atingiram a marca de RMB 1 bilhão (US$ 143 milhões) em produtos vendidos.

    O “Double 11” deste ano quebrou alguns recordes que mostram a frenesi de capitalismo que a data representa no país. Em apenas 14 segundos, a Alibaba vendeu RMB 1 bilhão (US$ 143 milhões) em produtos. No ano passado, por exemplo, esta marca foi atingida em 21 segundos.

    "Hoje mostramos ao mundo como é o futuro do capitalismo para marcas e consumidores", disse Fan Jiang, presidente do Tmall, em comunicado oficial. "Estamos atendendo à crescente demanda dos consumidores chineses e ajudando-os a melhorar seus estilos de vida, enquanto introduzimos novos usuários da China e do mundo em nossa economia digital”.



    Concorrência
    Com o sucesso absoluto do Dia dos Solteiros da Alibaba, concorrentes do e-commerce na China decidiram aderir à data comemorativa nos últimos anos. Em receita total, JD.com e Pinduoduo ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar neste dia 11.

    O JD.com, que promove o “Double 11” deste 2017, atingiu neste ano US$ 29 bilhões em vendas – 28% a mais do que em 2018. Já o Pinduoduo, que se popularizou com o modelo de compras coletivas, não divulgou os resultados do dia, mas foi apontado pela consultoria Syntun como o terceiro player de maior sucesso em vendas.

    No Brasil, algumas plataformas de e-commerce participaram da onda de descontos. Além do Aliexpress, da Alibaba, Americanas.com e Kabum promoveram ofertas aos consumidores neste dia 11. Os resultados, porém, não foram publicados.[/I]

    https://www.startse.com/noticia/ecossistema/70687/alibaba-38-bilhoes-dia-dos-solteiros-china

     Bom Caráter
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    JD.com, concorrente do Alibaba, registra enormes vendas na festa de compras online do Dia dos Solteiros

    Com mais de 300 milhões de clientes chineses a loja conta com uma vasta rede de armazéns e estações de entrega, entregando a maioria dos pedidos em menos de um dia.

    Robôs - veículos de entrega não tripulados da JD Logística - passam por uma comunidade de Changsha, centro da China


    O gigante de comércio eletrônico chinês JD.com atingiu vendas acumuladas de 165,8 bilhões de yuans (US$ 23,7 bilhões) desde 1º de novembro até as 09h desta segunda-feira, à medida que o país inteiro entrou na temporada de compras online iniciada pelo Alibaba uma década atrás.

    Logo depois da meia-noite do domingo, quando o festival de compras atingiu seu pico, 10 mil relógios de pulso inteligentes GT2 da Huawei foram vendidos em 45 segundos, mais de 10 mil robôs de limpeza dentro de um minuto, 100 mil microondas em cinco minutos, mais de 10 mil máquinas de lavar louça em oito minutos, mais de 20 mil secadores de cabelo da Dyson em 10 minutos, mais de 10 mil Mate 30 Pro 5G da Huawei em 15 minutos na plataforma.

    Segundo o JD.com, eletrodomésticos, alimentos frescos e artigos familiares foram as categorias mais populares entre os consumidores online.

    As vendas de TVs de 70 polegadas e maiores aumentaram 400% em termos anuais na plataforma durante o período de 1 a 10 de novembro, enquanto quase 40 mil toneladas de alimentos frescos foram compradas.

    As compras de carro online se tornaram um êxito também, com o volume de negócios na plataforma registrando um crescimento anual de 318%. O volume de pedidos de SUVs cresceu nove vezes nos últimos 10 dias.

    http://portuguese.xinhuanet.com/2019-11/12/c_138548677.htm

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    A versão em português da série de TV "Citações literárias clássicas de Xi Jinping" e "Viagem histórica" ​​foi lançada no horário nobre e em novas plataformas de mídia do Grupo Bandeirantes de Comunicação do Brasil na segunda-feira, horário local. O presidente do China Media Group (CMG), Shen Haixiong, o governador de São Paulo, João Doria, e outros altos funcionários participaram do evento de estreia. #Brazil #documentary


    O Grupo Bandeirantes de Comunicação assinou, nesta segunda-feira (11), um acordo de cooperação com o China Media Group, que reúne os principais veículos de comunicação chineses. O evento contou com políticos como João Doria, e pessoas do meio empresarial, como Paulo Skaf.


    A Band celebra uma nova etapa da parceria com o "China Media Group", o maior grupo de mídia da Ásia.

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    Pesquisadores de Tianjin, na China, desenvolveram uma interface cérebro-computador que permite aos usuários digitar palavras com sua mente

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    China testa dispositivo que enviará a Marte em 2020

    A viagem vai durar sete meses, e o pouso, apenas sete minutos, segundo o diretor do programa chinês

    A China realizou nesta quinta-feira (14) um teste com o equipamento de pouso que enviará em uma viagem de sete meses a Marte. O aparelho, em forma de uma aranha gigante de quatro patas, desceu sobre uma base perto de Pequim em condições de gravidade semelhantes às do Planeta Vermelho. Sob o olhar atento da imprensa e de diplomatas estrangeiros, o dispositivo realizou com sucesso a manobra para se aproximar do solo.



    A viagem vai durar sete meses, e o pouso, apenas sete minutos, segundo o diretor do programa da missão a Marte, Zhang Rongqiao, e será "a fase mais delicada de toda missão". A sonda será lançada pelo foguete Longa Marcha 5 e transportará 13 tipos de equipamentos a bordo, incluindo veículos de exploração (rover), informou a CNSA. "Os equipamentos serão usados para coletar dados sobre meio ambiente, morfologia, superfície, estrutura e atmosfera em Marte", explicou Zhang Rongqiao.

    Este ano, a China se tornou o primeiro país do mundo a conseguir colocar uma sonda na face oculta da Lua.

    Em 2022, o gigante asiático espera colocar em órbita uma grande estação espacial que deve se tornar a única no mundo, após a retirada programada em 2024 da Estação Espacial Internacional (ISS). Desta última, participam Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá.

    https://www.correiodopovo.com.br/jornal ... 0-1.380267

    Editado pela última vez por Bom Caráter em 15/11/2019, 20:19, em um total de 1 vez.

     Bom Caráter
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    Produtos de ponta e o que há de mais moderno em tecnologia serão exibidos em Shenzhen

    Mais de 70: o número de lançamentos de novas tecnologias e produtos na China Hi-Tech Fair 2019



    SHENZHEN, China, 15 de novembro de 2019 /PRNewswire/ — Entre os destaques da China Hi-Tech Fair 2019 (CHTF), que acontecerá de 13 a 17 de novembro de 2019, em Shenzhen, província de Guangdong, no sul da China, estão os lançamentos dos mais recentes produtos e tecnologias.

    Disponibilizando mais serviços de apoio aos expositores, a CHTF 2019 convida instituições de pesquisa científica e empresas técnicas nacionais e estrangeiras a lançarem seus novos produtos e tecnologias no evento, o que ajuda a promovê-los, de acordo com os organizadores do evento.

    “A China Hi-Tech Fair, uma reconhecida exposição mundial de ciência e tecnologia, é uma excelente plataforma de exibição para empresas de inovação, permitindo não apenas nos conectarmos com clientes de vários países, como também ouvir muitos comentários e sugestões dos usuários sobre os produtos”, disse Liu Zihong, diretor executivo da Royole Corp, fabricante de mostradores flexíveis com sede em Shenzhen.

    A CHTF de 2019 será a anfitriã de cerca de 70 lançamentos de novas tecnologias e produtos ao longo dos cinco dias. Os expositores apresentarão seus produtos fazendo palestras, oferecendo aos visitantes entendimento completo acerca de seus produtos e pesquisas técnicas.

    As tecnologias e produtos inovadores lançados durante a CHTF de 2019 abrangem, dentre outras, as seguintes áreas: informações eletrônicas, internet plus, economia de energia e proteção ambiental, novos materiais, saúde biomédica, mostradores eletro-ópticos, cidades inteligentes, inteligência artificial e fabricação avançada.

    Por exemplo, a ZTE, titã da tecnologia chinesa, exibirá sua câmera de internet de ultra-alta definição em 5G. A câmera permite a transmissão de vídeo sem fio em 5G, ajudando os clientes a reduzir os custos de investimento com conveniência e estabilidade.

    Já a China National Nuclear Corp trará sua tecnologia de reatores nucleares, a Hualong One (HPR 1000). A tecnologia posiciona a China entre os poucos países que independentemente desenvolveram a tecnologia de energia nuclear de terceira geração. Também ajuda o país a reduzir as emissões de carbono e aumentar o acesso à energia.

    Em 2018, a CHTF lançou mais de 80 produtos de mais de 1.000 tecnologias e produtos inovadores. Dentre eles, estiveram a televisão de alta tecnologia da gigante de eletrônicos de consumo, a TCL Corp, um tablet dobrável da Visionox Co, fornecedora de OLED, e um carro elétrico inteligente, desenvolvido pela startup de novos veículos elétricos, Singulato Motors.



    https://exame.abril.com.br/negocios/rel ... -shenzhen/

     Bom Caráter
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    Globo assina com gigante chinesa para coprodução e tecnologia 5G

    Parceria com Grupo de Mídia da China, maior corporação de comunicação do mundo, deve ir de filmes a esportes

    No canal chinês de notícias CGTN (abaixo), Shen Haixiong, presidente do Grupo de Mídia da China, assinou memorando de acordo com Roberto Marinho Neto, do Grupo Globo, para "troca de programas e colaboração em produção", com "parceria em filmes e TV, esportes e tecnologia 5G".


    Segundo o site da CGTN, Marinho disse que "espera usar as plataformas de mídia do Grupo Globo, como TV, rádio e novas mídias, para expandir a cooperação com o GMC na coprodução de filmes para TV, no compartilhamento de conteúdo de programas e no uso de novas tecnologias". Shen já havia assinado contrato na mesma linha com o Grupo Bandeirantes e, em entrevista, descreveu como possibilidade "ótima" e "factível" trazer à TV paga brasileira o próprio canal CGTN.

    O GMC, criado no ano passado a partir da maior rede da China, CCTV, também fechou com o Ministério da Cidadania um acordo para intercâmbio de programas e filmes, promoção de festivais de cinema nos dois países e abertura de conversas para o "estabelecimento de um canal de TV por assinatura dedicado exclusivamente a programas e filmes sino-brasileiros", segundo o site Tela Viva.

    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/n ... a-5g.shtml

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    Gus escreveu: Tem tempo que me interessei em aprender mandarim e com isso comecei a acompanhar mais a China, a evolução deles é absurda e é engraçado como o pessoal aqui só sabe falar de comer cachorro, escravidão e coisas do tipo quando se fala em China.
    Mandarim é cada vez mais obrigatório, já é o segundo idioma mais importante

     Bom Caráter
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    Aos 70 anos, comunismo chinês está prestes a ser mais longevo que o soviético

    A China celebra o septuagésimo aniversário da Revolução. Será que sofre de males similares aos que causaram a queda de Gorbachov ?

    Vista da exposição em Pequim que comemora o 70º aniversário da Revolução
    Imagem

    A República Popular da China celebra seu 70º aniversário com a pulga atrás da orelha. No imaginário cultural oriental, tal efeméride não tem um significado substancial equivalente, por exemplo, ao sexagésimo aniversário, que fecha, este sim, um círculo. No entanto, sua relevância pontual vem do fato de estar a apenas quatro anos de superar a longevidade da União Soviética, em tempos passados seu rival mais direto na liderança comunista. Assim como a URSS, será que a China atingiu sua data de vencimento aos 70 anos ?

    Sabe-se que os líderes chineses compartilham uma certa preocupação de chegar a enfrentar um destino similar ao da extinta URSS, apesar das numerosas diferenças que, a priori, distanciam um país do outro.

    Os 70 anos da URSS e da República Popular da China têm semelhanças e contradições evidentes. Em 1987, Mikhail Gorbachov, no comando da perestroika e da glasnost, reconhecia as enormes dificuldades encontradas para implementar seu projeto regenerador tanto no plano interno como no externo. Aquele foi um ano marcado pela avaliação histórica, de Stalin a Brejnev, mas também pelos primeiros resultados efetivos em matéria de direitos humanos, de liberdade de expressão, de conscientização em relação à deterioração ambiental e, principalmente, dos primeiros sinais de tensões políticas profundas que, no final, seriam determinantes para o fim precipitado da URSS: o irredentismo nacionalista e o racha no Partido Comunista, devido ao confronto entre Gorbachov e o primeiro-secretário de Moscou, Boris Yeltsin.

    O estado geral apresentado pela China na mesma idade política que a URSS tinha em 1987 tem pouco a ver com aquilo. Para começar, a experiência de reforma não é um fato extraordinário, ela representa um estado permanente há décadas. Além disso, embora reconheça as dificuldades, Pequim oferece um balanço de mudanças que, globalmente, pode ser considerado muito mais bem-sucedido. O colapso que ameaçava o projeto de Gorbachov e a própria URSS não se compara à situação da China hoje. Enquanto Moscou usava o adjetivo “radical” para impulsionar as mudanças, Pequim continua apostando em uma transformação gradual e sem confusões.

    Uma economia desigual
    A decrepitude e o caos da economia soviética tampouco têm qualquer semelhança com a economia da China atual, a segunda maior do mundo. A reforma de Moscou se concentrava no fomento das empresas de economia mista, uma etapa que já foi amplamente superada na China. O grande acerto das autoridades orientais foi incorporar o mercado de maneira gradual e aceitar a diversificação controlada das formas de propriedade. Além disso, apostam na inovação. Neste ano, a China subiu posições no ranking de países mais inovadores do mundo. Nada a ver, portanto, com o panorama decepcionante oferecido pela economia soviética. Mesmo assim, em ambos os casos, as mudanças no modelo de desenvolvimento excluem as reformas do sistema. No caso de Gorbachov, o processo acabou saindo do seu controle. Xi Jinping tem isso em mente quando promove campanhas ideológicas como a de “permanecer fiel à missão institucional”.

    O calcanhar de aquiles territorial
    Os nacionalismos periféricos desempenharam um papel muito relevante na crise da URSS. As complexas entranhas do “povo soviético” iam de algumas minorias, como os tártaros da Crimeia, até os povos bálticos e à guerra entre Armênia e Azerbaijão pelo controle de Nagorno-Karabakh. Na China, as tensões que detectamos no Tibete, em Xinjiang e, em outro nível, em Hong Kong e em relação a Taiwan indicam que o problema nacional-territorial tem uma intensidade semelhante e que, assim como na URSS, é periférico e, ao mesmo tempo, central. Uma diferença substancial, entretanto, é que essas crises atingiram a URSS com um nacionalismo russo em decadência, que teve de ser amplamente reconstruído depois da dissolução soviética. Já o nacionalismo Han, baseado em uma demografia avassaladora, desempenha uma função catalisadora essencial. Mas sem dúvida a trajetória da URSS representa uma advertência que a China leva muito a sério, principalmente pelo fato de que seu modelo de autonomia foi importado de lá.

    O mundo exterior
    As realidades chinesa e soviética são igualmente assimétricas. A abertura da China ao mundo externo está anos-luz à frente da limitada estrutura de interdependência estabelecida pela URSS com o exterior e inclusive com os outros países socialistas. Além disso, Pequim pretende liderar a globalização quando seu principal rival estratégico, os Estados Unidos, adere ao protecionismo.

    A defesa e a segurança
    Gorbachov vivia como um pesadelo a situação de confronto com os países ocidentais. A assinatura do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário em 1987, para eliminação de mísseis desse tipo, foi um alívio para Moscou, como o próprio líder soviético chegou a confessar em suas memórias. A importância do complexo militar-industrial na URSS e na China também não tem comparação, embora hoje os chineses já superem os russos em gastos militares. A defesa é um setor de atenção preferencial, mas Pequim descarta ter qualquer interesse em uma corrida armamentista como a que, no final, dilapidou enormes recursos da economia soviética até provocar, em parte, sua ruína.

    E o partido
    Será que a China pode entrar em uma espiral de deterioração semelhante à vivida na URSS a partir de 1987 ? Há fatores nada desprezíveis de crise na China, que vão dos problemas econômicos aos territoriais, mas no momento eles não têm a gravidade sistêmica que apresentavam na URSS de 1987, quando o regime soviético completou 70 anos.

    A chave do desenlace está na saúde política do partido. Por isso, é compreensível a insistência de Pequim de preservar a unidade desse “país interno” que são os mais de 90 milhões de militantes do Partido Comunista da China, revestindo-se obsessivamente de lealdade e disciplina.

    Gorbachov queria salvar o socialismo e a URSS e fracassou nos dois objetivos. Xi Jinping quer perpetuar o mandato do partido e projetar a China como a potência central do sistema internacional no século XXI, sem abdicar de seu peculiar socialismo. A via asiática tem, no entanto, mais envergadura como projeto nacional, diferentemente da ambição global que a URSS projetava.

    Neste aniversário persiste, porém, o desafio que o então líder chinês Zhao Ziyang e Gorbachov discutiram em um encontro no Jardim da Alegria Geral de Zhonanghai: é possível desenvolver a democracia em um sistema unipartidário ? Uma questão central que preocupava naquela época os dois líderes e que hoje, desaparecida a URSS, também desapareceu da agenda chinesa.

    https://brasil.elpais.com/brasil/2019/0 ... 08325.html

     Gus
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    Bom Caráter escreveu:
    Gus escreveu: Tem tempo que me interessei em aprender mandarim e com isso comecei a acompanhar mais a China, a evolução deles é absurda e é engraçado como o pessoal aqui só sabe falar de comer cachorro, escravidão e coisas do tipo quando se fala em China.
    Mandarim é cada vez mais obrigatório, já é o segundo idioma mais importante
    Pois é, tenho que voltar a estudar... se os caras invadirem aqui em uma guerra pelo menos vou saber pedir pra não me darem um tiro.
    Prox  isso

     Bom Caráter
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    Comércio eletrônico se enraizou rapidamente na vida dos chineses

    Entregadores são onipresentes nas ruas e nos elevadores de Pequim

    No meu primeiro dia de trabalho em Pequim, fui recebida por um funcionário simpático que me mostrou as instalações da universidade. Ao final da conversa, perguntei onde encontraria um bom café. Ele rapidamente sacou o celular do bolso, com um sorriso de quem diz: você ainda não entendeu nada.

    Ele tinha razão.

    Para meu espanto, vários colegas pedem café por aplicativo e, mais espantoso ainda, o café chega quente ao campus.

    O comércio eletrônico se enraizou rapidamente na vida dos chineses. Poucos dias depois do episódio do café, no elevador do prédio onde moro, subi com um entregador carregando um saco com duas batatas (você leu bem, duas batatas).

    Neste país altamente seguro, tudo se entrega em casa.

    Para quem se impressiona com o Black Friday americano, é melhor se sentar. Em vendas online, o dia dos solteiros na China está anos-luz à frente. Neste ano, o 11 de novembro, ou duplo 11, bateu novos recordes. O grupo Alibaba, criador do 11/11, precisou de apenas 68 segundos para vender US$ 1 bilhão (R$ 4,20 bilhões). Em meia hora, chegou aos US$ 10 bilhões.

    O JD, outro peso-pesado do comércio eletrônico chinês, anunciou que 10 mil televisores de 65 polegadas foram vendidos em oito segundos. Cerca de 400 mil foram empregados temporariamente apenas para dar conta da demanda do dia dos solteiros.

    Mais de 1,8 bilhão de pacotes foram entregues. A bonança resultou em um faturamento de US$ 38,4 bilhões para o grupo Alibaba. Em vendas online, o Black Friday de 2018 gerou US$ 6,2 bilhões. O varejo eletrônico deve movimentar US$ 1,5 trilhão na China em 2019, segundo a consultoria McKinsey (no Brasil, esse valor deve ser de US$ 30 bilhões).

    A China sozinha tem um mercado de varejo online superior à soma dos dez maiores mercados seguintes. Aqui são 855 milhões de consumidores digitais, e 25% do varejo é online (no Brasil, 4%).

    Evidentemente há desafios. A competição é acirrada.

    Tecnologia é algo que permeia as respostas para essas questões. As empresas precisam tomar decisões a partir de dados para definir como precificar e promover seus produtos no 11/11. Para a McKinsey, elas precisam contar com a ajuda de cientistas de dados para transformar as informações coletadas em ideias para refinar a estratégia de preço, sob pena de venderem muito e lucrarem pouco.

    Entender o varejo online na China é um desafio enorme especialmente para empresas estrangeiras. Há pouco tempo a rede francesa de supermercados Carrefour anunciou que estava saindo do mercado chinês. Para alguns analistas, a operação online da empresa não estaria à altura das expectativas do consumidor local.

    Realmente, para as estrangeiras, não é fácil aceitar que é preciso entregar duas batatas em 30 minutos numa cidade de mais de 21 milhões de habitantes. E mudar a mentalidade é só o primeiro passo. Fazer a coisa acontecer é que são elas.

    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/t ... eses.shtml

     Bom Caráter
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    Guerra comercial entre EUA e China ainda longe do fim

    Esta é a avaliação dos participantes do painel sobre a disputa entre os dois gigantes; Brasil, que se beneficia, deve porém ficar atento

    O mundo aguarda com expectativa o fim da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que começou em março de 2018 e, até o momento, mesmo com os recentes sinais de arrefecimento, parece estar longe de se encerrar. Este foi um dos principais assuntos abordados pelos participantes do Summit Agronegócio Brasil 2019, promovido pelo Estado no dia 13 de novembro, em São Paulo, com patrocínio da Corteva e da Embratel. Para o diretor da consultoria norte-americana Hueber Report, Daniel Hueber, as notícias recentes sobre a negociação comercial entre os dois gigantes do comércio global “apontam para o não acordo”. Ele citou o fato de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter reiterado, um dia antes do Summit, que poderia elevar em 15% as tarifas retaliatórias contra a China, mesmo que ambas as potências encontrem-se na negociação da chamada “fase 1” do acordo.

    Para Hueber, a insegurança mundial em relação ao tema diz respeito ao fato de que essa disputa comercial “muda diariamente”. “É também uma briga de dois egos, entre Trump e Xi Jiping (presidente da China), mas as duas economias estão sendo afetadas.”

    Hueber disse também que produtores norte-americanos estão muito preocupados com os prejuízos da guerra comercial e, em virtude da contenda, “hoje o subsídio do governo dos EUA ao setor é o maior desde 2001, com 20% da produção subsidiada”.

    ‘Vai longe'
    O professor sênior de agronegócio do Insper, Marcos Jank, também não guarda otimismo em relação a um fim próximo da guerra comercial entre EUA e China. Para ele, que participou do painel “Exportações, blocos comerciais e China – o que o mundo precisa e exige do agronegócio”, o conflito mercantilista “vai longe”. Por isso, recomenda que o Brasil – principal concorrente dos EUA no comércio global de commodities agrícolas e grande exportador para a China – deve manter uma “equidistância prudente”. Na visão de Jank, o agronegócio brasileiro tem a ganhar na disputa, principalmente nos setores de soja, carnes e etanol. “O problema é que pode haver um acordo lá na frente e isso pode levar a um prejuízo, já que nossos principais concorrentes são os norte-americanos.”

    Jank assinalou ainda que a disputa não é apenas comercial: “É muito mais ampla e hegemônica”. Ele explicou que atualmente há duas importantes “mudanças estruturais” acontecendo na China. “A primeira é a guerra comercial, que inaugura uma nova fase de mercantilismo no mundo, ao romper com o papel que os americanos tiveram na construção de um sistema amplo e multilateral”, explica. A segunda é a oportunidade aberta para a grande exportação de carnes, que está ocorrendo em função da peste suína africana (PSA), que já dizimou pelo menos 40% do plantel de suínos da China. E, mais à frente, quando o país asiático recompuser seu rebanho, abre-se a chance de o Brasil vender mais soja e milho para lá, para alimentar a os plantéis pós-peste suína.

    Escritório em Xangai. Vislumbrando um crescimento maior ainda das relações comerciais entre Brasil e China, o governador de São Paulo, João Doria, que foi um dos palestrantes na abertura do Summit, informou sobre uma recente iniciativa, feita em parceria com o setor privado: a abertura de um escritório de negócios em Xangai, China. “São empresas chinesas e brasileiras que financiam a iniciativa: chineses que têm interesse no Brasil e brasileiros com interesse na China.”

    O governador disse que esse escritório está analisando 36 projetos de desenvolvimento para São Paulo, sendo 12 ligados ao agronegócio. Doria disse também que o governo estadual captou US$ 20,48 bilhões de investimentos para o Estado em recente missão oficial à China. “Apenas dois grandes investimentos, provenientes do China Investment Bank, que é o BNDES deles, e o New China Investment Bank, representam US$ 20 bilhões para financiar programas de desestatização em São Paulo.”

    Em São Paulo, aliás, é grande a expectativa em relação à habilitação de novas unidades frigoríficas para exportar carnes para o gigante asiático. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Gustavo Junqueira, avalia que cada vez mais o Brasil, assim como São Paulo, será sempre uma opção. No dia 12 de novembro, a China habilitou mais 13 frigoríficos brasileiros a exportar carne para lá, sendo dois em São Paulo.

    Junqueira informou que as empresas habilitadas dobraram a capacidade de produção para atender ao incremento de demanda externa. “Um deles, por exemplo, está abrindo uma nova planta no interior do Estado”, citou. Ele ponderou, entretanto, que é preciso que essas empresas “calibrem” o aumento da capacidade produtiva com a demanda chinesa. “De uma maneira ou de outra, a China voltará a produzir. O setor precisa sincronizar esse retorno de oferta doméstica com a demanda momentânea, para que não tenhamos uma superprodução de carnes em dois a três anos, que possa deprimir os preços”, avaliou o secretário.

    Boa vontade
    No setor de lácteos, o presidente da Viva Lácteos – entidade que reúne a indústria exportadora de laticínios do Brasil –, Marcelo Martins, ressaltou que as negociações do setor com a China mudaram muito no passado recente. “Há cinco anos havia uma dificuldade muito grande em relação aos requisitos sanitários. Mas, no último ano, talvez por uma mudança na questão geopolítica, a China quer expandir as parcerias”, disse.

    Em julho, o gigante asiático habilitou 24 indústrias de laticínios do Brasil a exportar para lá. “Como a China cresce 13% ao ano, nosso sentimento é o de que eles querem expandir o leque de parceiros comerciais.” Martins citou que 90% do que a China importa de lácteos vem da Nova Zelândia e entre 5% e 6% da Austrália. “São importações muito concentradas; uma situação de hegemonia. Por isso eles querem diversificar seus fornecedores”, acredita o representante da Viva Lácteos

    https://economia.estadao.com.br/noticia ... 0003097894

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    Confira como a tecnologia 5G mudará nossas vidas no futuro na Convenção Mundial 5G de 2019 em Pequim

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    Veto à tecnologia chinesa no 5G no Brasil só ocorreria com fundamentos sólidos

    Governo brasileiro avalia que impedir Huawei de participar do leilão de telefonia, como querem os EUA, prejudicaria imagem no exterior

    Às voltas com o lobby americano para que seja vetada a tecnologia chinesa da telefonia 5G, o governo avalia que, sob o ponto de vista técnico, a eliminação da gigante Huawei só poderia ocorrer se fosse embasada por fundamentos sólidos. A avaliação de fontes envolvidas nas discussões é que discriminar a companhia, sem justificativa, em uma concorrência pública afetaria negativamente a imagem do Brasil nos mercados internacionais.

    Uma fonte resumiu ao GLOBO o pensamento do governo: tirar pura e simplesmente a Huawei do jogo seria mais agressivo do que explicar aos Estados Unidos por que se optou pela não exclusão da empresa. Um dos argumentos usados pelas autoridades brasileiras em conversas com funcionários americanos é que não há instrumentos legais no país que permitam impedir empresas de participar desse tipo de operação.

    Essa visão foi também sinalizada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, após participar de um seminário sobre política externa no Congresso, na última quinta-feira. Perguntado sobre o tema. Araújo assegurou que o governo tem total independência para tomar uma decisão e adiantou que não existe a intenção de discriminar qualquer empresa interessada no setor:

    — O Brasil é totalmente independente. Os requisitos do edital do leilão serão definidos de maneira completamente independente, com requisitos técnicos de eficiência e segurança. Não vamos discriminar nenhuma companhia. Sabemos que existem pressões, mas isso está sendo tratado com tranquilidade.

    Do lado das operadoras, fontes do setor afirmam já ter explicado ao governo que proibir a Huawei de fornecer ao Brasil equipamentos de 5G pode inviabilizar a implementação da tecnologia no país. Por isso, os executivos das principais operadoras já ressaltaram a importância da companhia chinesa para o setor. Ela é líder, com quase 50% de participação no mercado brasileiro.

    — A Huawei tem uma participação imensa no Brasil. O setor já pediu ao governo que não haja restrições. Queremos poder contratar qualquer fornecedor, ainda mais os chineses, que hoje têm uma política de financiamento de equipamentos extremamente benéfica para o caixa das empresas — disse uma fonte do setor.

    Outro executivo explicou que as empresas mostraram os números dos fornecedores e o volume de empréstimos que estes fazem às operadoras.

    — A mensagem ao governo foi clara: é necessário que as teles possam comprar dos chineses — afirmou.

    Diversificação da economia bloquearia influência chinesa
    O governo tem no radar a possibilidade de retaliação contra o Brasil, pelos EUA ou pela China, e avalia as consequências. No caso dos chineses, a resposta pode ser ainda mais dura, com a suspensão de investimentos e a imposição de barreiras ao comércio. Isso porque o Partido Comunista tem poder sobre as decisões das empresas do país. Já os americanos poderiam retirar o apoio ao Brasil em determinados fóruns e projetos internacionais.

    No jogo de pressão, os EUA não usam apenas a questão da segurança e o risco de espionagem como argumentos contra a tecnologia chinesa. Eles destacam a iniciativa da China chamada Cinturão e Rota, um projeto que liga o país à Eurásia e à África, com ramificações na América Latina, envolvendo infraestrutura de transportes, telecomunicações, petróleo, entre outras áreas. Washington argumenta que a estratégia chinesa criaria armadilhas de endividamento, sobretudo em países pequenos e mais pobres.

    O governo brasileiro rebate essa tese. Ressalta que o Brasil tem maior capacidade regulatória, com economia mais diversificada, o que impediria os investimentos da China de influenciarem decisões políticas internas.

    Por isso, diante desse cenário, a saída mais provável é estabelecer critérios eminentemente técnicos, com destaque para preços baixos e qualidade. De acordo com integrantes do governo envolvidos no assunto, deve-se priorizar segurança na rede, "desde que essa rede seja competitiva, com capacidade de ser instalada da forma mais barata possível, garantindo acessibilidade aos consumidores."

    https://oglobo.globo.com/economia/veto- ... s-24095560

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    Merkel enfrenta resistência dentro da CDU devido à Huawei
    Membros do partido querem forçar a chanceler federal a permitir que o Bundestag vote se os chineses devem construir uma rede 5G no país. Segundo imprensa, moção tem apoio da líder partidária, Annegret Kramp-Karrenbauer.

    Membros do alto escalão da União Democrata-Cristã (CDU) presentes na convenção anual da legenda conservadora desafiaram a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, ao apoiarem uma moção que visa garantir que o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) tenha voz na política do governo federal em relação à construção de uma rede 5G por parte da empresa chinesa Huawei.

    Vários departamentos do governo alemão estão confinados num debate sobre até que ponto a gigante chinesa de telecomunicações deve receber a permissão para instalar uma rede 5G na Alemanha.

    Alguns parlamentares da CDU apresentaram uma moção em que pedem que a Huawei seja excluída da construção da nova rede 5G.

    Um delegado na convenção da CDU em Leipzig negou que o partido estivesse desafiando a chanceler federal. "Vamos apoiar a chanceler federal em seu curso, embora haja opiniões divergentes e alas diferentes no partido", disse Jennifer Gross, da delegação da CDU da Renânia-Palatinado, em entrevista à DW. "Estou curiosa em ver os resultados."

    Röttgen insistiu ao Bild que "a emenda é marginal". Mas, no entanto, a inclusão do Bundestag no processo de tomada de decisão provavelmente irritará a Merkel. A medida também complicará os já embaraçados procedimentos governamentais e detalhes técnicos, que estão sendo negociados em relação à implementação de uma rede 5G no país.

    Ainda não foi tomada uma decisão final sobre a possibilidade de a Huawei instalar a rede, mas há receios de que a empresa chinesa inclua backdoors (porta dos fundos – método de escapar de uma autenticação ou criptografia num sistema computacional) na infraestrutura de comunicação da Alemanha, que poderiam permitir o acesso da rede pelo Partido Comunista.

    Critério de segurança
    A linha adotada por Merkel em relação a construção da infraestrutura da rede 5G – considerada vital para o país se manter economicamente competitivo – é de que nenhum licitante deve ser excluído desde que cumpra um catálogo específico de critérios de segurança elaborado pelas duas autoridades reguladoras relacionadas à internet na Alemanha: o Departamento Federal de Tecnologia de Informação (BSI) e a Agência federal de Rede (BnetzA).

    A Vodafone Alemanha, um dos maiores provedores de serviços de internet e telefonia do país, disse que a tecnologia da Huawei já é vital para a infraestrutura 5G da Europa e bastante utilizada.

    "Todo o setor europeu de telecomunicações teria dificuldades se os dispositivos de rede da Huawei não fossem mais permitidos"
    , disse a empresa à DW via comunicado. "A proibição de produtos da Huawei na Alemanha significaria que a instalação da rede 5G seria significativamente mais cara e seria adiada."

    A Vodafone usa antenas 2G, 3G e 4G na Alemanha, e a empresa comunicou que cerca da metade das antenas 5G instaladas em 60 "localizações pioneiras" em meados deste ano também foram fabricadas pela gigante chinesa. A Vodafone afirmou ainda que instala produtos Huawei na Alemanha há mais de dez anos.

    https://www.dw.com/pt-br/merkel-enfrent ... a-51376756
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