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 Paum cum Çalãmi
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    Metta World Peace escreveu:
    Paum cum Çalãmi escreveu:
    Metta World Peace escreveu: O problema de dar esses direitos para as domésticas é que uma família comum não tem condições nenhuma de arcar com as despesas. Tratam uma família comum como uma empresa que visa o lucro.

    Se uma empregada vai para a justiça trabalhista, a condenação para a família empregadora é grande, muito difícil de arcar com essas despesas.

    Hoje em dia só rico tem condições de contratar empregada, o resto é contratar diarista dua vezes por semana no máximo senão pode caracterizar vínculo trabalhista.
    Do jeito que você postou, tenho até a impressão de que é direito da família brasileira ter uma empregada doméstica em casa.

    Enfim, não é questão de tratar a família como uma empresa, se trata de reconhecer a contratação de uma empregada como uma relação trabalhista.
    Qq família tem direito a ter empregada. :roll:

    E reconhecer o direito trabalhista da mesma maneira que qualquer outra classe trabalhadora é foda, pois você trata uma família como uma empresa. Você não conhece o direito e a justiça trabalhista, portanto, não tem noção que pelo princípio da vulnerabilidade do trabalhador a JT pende mais para o trabalhador. Nessa linha o juiz trabalhista praticamente é totalmente favorável ao trabalhador. Agora imagina uma família que tem uma renda de 8K tomando penhora sem dó por decisão judicial?

    O resultado é que fez as famílias preferirem contratar diarista do que assinar CTPS. É inviável ficar assumindo ônus que uma empresa assume só para ter a cassa arrumada.
    Assim como toda família brasileira tem direito a ter uma Ferrari estacionada em sua garagem.

    Brother, sem a formalização de um contrato, a patroa pode fazer o que quiser com a empregada, tendo em vista que esta é que precisa do dinheiro para o sustento da família, enquanto que a patroa só precisa ter a casa limpa e pode demiti-la a qualquer momento e contratar outra pessoa.

    Não se trata de uma relação de igualdade, existe uma massa ociosa que permite que a patroa substitua sua empregada rapidamente, enquanto que a empregada corre o risco de ficar sem renda por um período incerto. Pior, quando não se constitui relação trabalhista, ela vai para a rua sem seguro-desemprego, FGTS e sequer pode pedir ajuda ao INSS caso sofra algum acidente e ainda vai depender da boa vontade de pagar ou não a sua rescisão. Se ela não pagar, a empregada vai fazer o quê? Como ela vai provar que ela trabalhava na casa de se não existe nenhum registro?

    Agora, te pergunto. Numa situação dessa, se a patroa pede à empregada para trabalhar uma hora a mais todos os dias sem nenhuma remuneração extra, a empregada está em posição de dizer não? A patroa pede que a empregada pague pela sua própria comida, a empregada está em posição de dizer não? A patroa rejeita que a empregada tire férias, a empregada está em posição de dizer não?

    Não acho que a posição de diarista seja ideal, ainda é uma solução que deixa à empregada em uma situação de incerteza e vulnerabilidade, mas é tranquilamente uma situação melhor que ser empregada de uma família.

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